Pesquisa avalia cultivares de grão-de-bico em áreas de baixa altitude no Rio de Janeiro
Experimentos da Embrapa e parceiros em Seropédica e Campos alcançam 1,4 t/ha, mas apontam desafios fitossanitários com pragas e inoculação.

Resumo rápido: um artigo científico publicado em maio de 2026 na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB), editada pela Embrapa, avaliou o potencial agronômico e as limitações do cultivo de quatro cultivares de grão-de-bico (Cicer arietinum L.) em condições de baixa altitude no estado do Rio de Janeiro, com ensaios conduzidos em Seropédica e Campos dos Goytacazes.
Desempenho das cultivares avaliadas
Nos ensaios de campo em Seropédica, três cultivares obtiveram rendimentos de grãos secos expressivos, superando a marca de 1,4 tonelada por hectare:
- BRS Aleppo: grãos claros do grupo Kabuli, muito demandados pelo mercado consumidor in natura e indústria de pastas;
- BRS Cristalino: porte ereto que favorece a colheita mecânica;
- BRS Toro: boa retenção de vagens basais e vigor vegetativo inicial.
Gargalos fitossanitários e microbiológicos identificados
Apesar da produtividade promissora obtida nas condições de inverno fluminense, a pesquisa alertou para desafios agronômicos que exigem manejo prévio antes de uma recomendação comercial em larga escala:
Em primeiro lugar, ataques severos de lagartas desfolhadoras e broqueadoras de vagens (Helicoverpa spp.) comprometeram a qualidade visual dos grãos colhidos. Além disso, as estirpes bacterianas testadas para fixação biológica de nitrogênio não alcançaram nodulação radicular satisfatória no campo, evidenciando a necessidade de desenvolver inoculantes específicos para os solos tropicais de baixa altitude do estado.





