Estudo na UFRRJ destaca conservação de sementes crioulas e bancos comunitários
Trabalho científico enfatiza o papel da agrobiodiversidade tradicional e da capacitação docente na segurança alimentar fluminense.

Resumo rápido: um trabalho científico divulgado no repositório institucional da Embrapa em 2026, conduzido por pesquisadores e educadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), detalhou como iniciativas pedagógicas com alunos da Licenciatura em Ciências Agrícolas fortalecem a conservação de sementes crioulas e a soberania alimentar no território fluminense.
Diferença essencial entre grão comercial e semente viva
O estudo demonstrou a importância de capacitar futuros professores do campo a distinguir conceitualmente sementes tradicionais de grãos comerciais, resgatando metodologias de pós-colheita, secagem em sombra, armazenamento em recipientes herméticos com cinzas vegetais e testes práticos de taxa de germinação.
Fortalecimento dos bancos comunitários
A pesquisa ressaltou que as casas e bancos comunitários de sementes, geridos por associações camponesas e quilombolas do estado, desempenham papel crucial para:
- Proteger variedades de milho e feijão adaptadas naturalmente a estresses hídricos locais sem royalties;
- Impedir o desaparecimento de linhagens culinárias históricas da culinária fluminense;
- Garantir autonomia financeira dos pequenos agricultores diante das flutuações de preços das sementes híbridas industriais.
Os autores concluem que a inclusão permanente do tema nas ementas pedagógicas forma multiplicadores capazes de conectar a ciência agronômica formal aos saberes ancestrais das comunidades agrícolas.





